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Curso para o mercado de trabalho de surdos está disponível em plataforma digital

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Na Bahia cerca de 170 mil pessoas são surdos-mudos e boa parte desta população está fora do mercado de trabalho e necessita se qualificar. Não há dados sobre estes números na região da Costa do Descobrimento.

Segundo dados do IBGE, o país tem cerca de 9,7 milhões de pessoas nestas condições e tem uma grande dificuldade em encontrar um trabalho. A legislação brasileira diz que empresas com mais de 100 funcionários devem destinar 3% das vagas a pessoas com deficiência.

Em Eunápolis o empresário Juvenildo Santos dono do restaurante Espeto e Cia, no centro da cidade, tem em seu quadro de funcionários a Joelma Pereira Santos, funcionária com surdez e ele afirma que “dar a oportunidade é garantir a cidadania e isso é fundamental para qualquer trabalhador”, pontou.

Para o Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas Portadoras de Deficiência Física (Conade), “As maiores dificuldades de inclusão dos deficientes no mercado de trabalho são o preconceito, a adaptação de ambientes e a comunicação com os colegas e chefes, no caso de ouvintes e não ouvintes. Além disso, vale destacar que existe uma dificuldade de especialização e de formação adequada, visto que faltam intérpretes de Libras em faculdades e cursos”.

Para amenizar essas dificuldades, o Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines) está oferecendo orientação profissional individualizada por meio da sua Divisão de Qualificação e Encaminhamento.

“Nosso primeiro passo com a pessoa surda que vai procurar o mercado de trabalho é tentar superar a barreira da comunicação possibilitando o máximo de informações possíveis”, informou Marcelo Kropf, da Coordenação de Acompanhamento e Avaliação do Educando do Ines.

As empresas também devem se qualificar para compreender melhor esse tipo de profissional, sensibilizando-se sobre a importância da Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Nosso trabalho, nossa visão é a inclusão, não simplesmente o emprego. Então, o direcionamento começa com uma parceria firmada com a empresa, onde a gente explica a importância da Língua de Sinais, de ter a possibilidade de intérprete. Falamos também sobre a nossa disponibilidade para dar palestras, cursos, rodas de conversa para tirar dúvidas da empresa, dos gestores”, concluiu Marcelo.

Quem tiver interesse em participar do curso Orientações para o Mercado de Trabalho deve entrar em contato com a Divisão de Qualificação e Encaminhamento Profissional (Diepro) do Ines pelo e-mail  ou pelo Facebook.

Os serviços de qualificação profissional podem ser acessados gratuitamente por toda a comunidade.

As empresas que queiram ofertar vagas para surdos também podem entrar em contato com o Ines pelos mesmos canais disponibilizados nos links acima.

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