Connect with us

Cidade em Pauta

O conto do “Quem ajuda a ganhar, ajuda a governar”

Redação Painel em Pauta

Publicado em

“Minha prefeita, a senhora na política falou que quem ajudasse a senhora a ganhar, iria ajudar a governar, perguntei. Ela [Cordélia] chegou e disse que quis dizer que a fala, ajudar a governar, não seria especificamente um emprego, mas um cidadão comum ele ajuda a governar”, relata Eder Barbosa, um dos muitos que fizeram parte do exército político da prefeita eleita de Eunápolis, e agora faz parte da cesta de “pães dormidos” de Cordélia, como o próprio se identifica.

Eder foi um dos muitos que ouviu várias e várias vezes a frase dita por Cordélia Torres (DEM) em campanha, “Quem ajuda a ganhar, ajuda a governar”, e foi com embalo da celebre frase da democrata, que os 200 candidatos a vereador da base de Cordélia, lutou, gritou, brigou, caminhou dia e noite incansavelmente para eleger a primeira mulher prefeita de Eunápolis, mas, foi ao ouvir da própria Cordélia, que o real significado estava oculto nas entre linhas, que o encanto pela prefeita de Eunápolis se acabou.

Live realizada pelo facebook, por Eder Barbosa, no dia 14 de janeiro de 2021, às 19:30h. (Foto: Reprodução redes sociais)

Em uma live realizada na noite da última quinta-feira (14), por Eder Barbosa, pastor e também pedreiro, que foi candidato a vereador nas eleições de 2020, pelo PSL, partido que foi da base de Cordélia, contou desde como Eder conheceu a então namorada de Paulo Dapé, até a decepção com a agora prefeita de Eunápolis.

“ENTREI NA GRAÇA DE DAPÉ”

Eder inicia a live contando que entrou na política em 2005, com 18 anos, onde votou pela primeira vez, e lembra que naquela época ele só ouvia falar em Paulo Ernesto [Dapé], logo em seguida ele fala como entrou na graça de Dapé, “Minha filha nasceu e naquela época fazendo política com Dapé, entrei na graça de Dapé. Chegava em casa cansado pela manhã, sem receber nada, de tarde estava no povo, a noite estava no comício, era uma coisa gostosa. Muito bem, virei fã da política, virei fã de Paulo [Dapé]…defendi Paulo Ernesto durante a minha caminhada toda”.

Seguindo a história, Eder conta das várias eleições que perdeu ao lado de Dapé, onde mesmo assim, por acreditar na esperança seguia ao lado do líder político, “pois é, perdemos a política várias vezes, perdemos 2005 para Robério, depois perdemos de novo, perdemos de novo, fomos perdendo, perdendo, perdendo. Então, ou seja, sofrendo, sofrendo, sofrendo, sofrendo, sofrendo crítica e calado, acreditando na esperança’’, em seguida Eder recorda com ânimo de como conheceu Cordélia, “Aí eu entrei na graça de Paulo na época, aí Paulo sabia, o garoto Eder Barbosa, 18 anos, nosso mascote, o que faz a galera rir, vai ser pai. Ele pega e me presenteia com um enxoval para minha filha, uma coisa simples, mas aí chega quem na minha porta entregando o enxoval? Quem? Quem? Quem? Simplesmente Cordélia Torres, aquela que no futuro seria esposa de Paulo Ernesto, aquela que no futuro iria ser também a nossa prefeita.

“O PÃO DORMINDO É ESQUECIDO”

“UM CASAMENTO PERFEITO”

Empolgado Eder fala da campanha de Cordélia, pontuando projetos do plano de governo e o desejo de fazer parte da gestão, “E a política da minha prefeita foi muito linda, encaixando em tudo daqui que eu gosto, foi um casamento perfeito. Minha prefeita tem um plano de governo de trazer saneamento básico para nossa cidade, ô na minha área, infraestrutura…e isso vai criando um desejo, uma expectativa, poxa que bom. Aí você vê nas reuniões da nossa prefeita, em campanha, dizer que tem projeto de fazer a moradia melhor, trazer a moradia melhor para os moradores mais carentes da nossa cidade…aí você se anima, poxa eu quero fazer parte desse governo, eu quero está no meio desse governo”, relata o então candidato a vereador, que segue a live recordando pontos das reuniões de campanha, “Aí chega a nossa prefeita e diz nas reuniões, fala que, quem ajudar ela a ganhar, vai ajudar a governar, você fala pow, vou dá meu sangue, vamos cair para cima”.

Eder durante uma caminhada na campanha da prefeita eleita de Eunápolis, Cordélia. (Foto: Reprodução Rede Social)

O então candidato lembra do material prometido para campanha, as peças publicitárias que cada vereador iria receber e suas respectivas quantidades, e enfatizou que a quantidade de material prometido não foi cumprido, onde ele disse que, “foi uma pancada na pré-campanha”, detalhando que o material não chegou no tempo certo, ressalta que mesmo assim seguraram a onda, “chegou tudo na última semana, tivemos que trabalhar de manhã, de tarde e de madrugada, entregando papel, buscando voto, buscando de casa em casa, eu Eder Barbosa, trabalhei de baixo de chuva buscando voto para minha prefeita, debaixo de chuva e sol.

“OUTRA CEREJA NO BOLO”

“Beleza, o tempo passa, reuniões passa e minha prefeita vai e coloca outra cereja no bolo, vai e diz assim na última reunião, olha se eu soubesse já quem fosse os não eleitos, eu já estava pegando todos vocês e colocando debaixo das minhas asinhas, não foi eu quem falou isso não, quem falou isso foi a minha prefeita e isso entra aqui (aponta Eder para a cabeça), isso entra no coração do eleitor, de pessoas que vem sofrendo a muito tempo por amar a eles”, conta Eder.

O CONTO DO “QUEM AJUDA A GANHAR, AJUDA A GOVERNAR”

“Do jeito que fizeram a ligação para todos os candidatos a vereador se reunir em uma reunião só, 200 candidatos foi possível reunir, o que era novamente. Agora chega o governo, nenhum telefonema agradecendo…escolhe uns e rejeita os outros, é isso que eu sinto, rejeitado, eu tô falando aqui, dando a voz a vários candidatos que estão chateados”, disse Eder.

“…mas eu queria ver a prefeita, fui no gabinete duas vezes sem sucesso, eu falei poxa, ACM está na cidade, o encontro vai acontecer, como eu sou um cara de rede social e gosto de seguir a prefeita, vi no stories, um minuto, ela caminhando para a reunião, fui, vai ser no hotel tive a informação que vai ser no hotel, procurei a aglomeração e carro, achei a aglomeração de carro, esperei as lideranças chegarem…eu falei, poxa é aqui, entrei, eu estava bonitinho, todo na beca, entrei, as quatro horas da tarde, participei da reunião. Depois da reunião ficou quatro pessoas que já estavam tentando falar há muito tempo com nossa prefeita”, detalhou Eder, que seguiu ao momento de grande frustração com a prefeita, “aí chegou aonde que eu fiquei chateado, confesso que eu fiquei chateado, decepcionado…como ela me conhece como pastor, como só vitória, já tentou quebrar o gelo, só vitória, pastor! E começou a contar a história triste, que de fato é triste mesmo, eu não queria estar na pele da minha prefeita, não é fácil, tomar a situação, organizar a casa, a casa quando eu falo é a prefeitura, organizar, cuidar da vida do esposo, porque é uma parte dela, eu entendo, ela começou a falar, eu respeitei, mas o meu coração estava chateado, amargurado, e eu fiz uma pergunta para ela…

…“mas não foi essa interpretação que nós candidatos, tivemos quando a senhora falou que todos que ajudasse a ganhar, ajudaria a governar, onde a senhora também afirma que se soubesse também os candidatos que iria perder, a senhora teria colocado debaixo das assas”, replica Eder à justificativa de Cordélia.

“Mas a senhora acabou de nomear uma pessoa agora a tarde, falei com ela…um cidadão que trabalhou 16 anos no governo da oposição, o rapaz foi administrador do bairro Pequi, nunca que eu sabia quem era o administrador do meu bairro, Pequi, nem sabia que tinha administrador no meu bairro…e foi nomeado ontem, mas eu questionei, pessoas que vieram de lá já está nomeado, e pessoas que andou com a senhora, deu sangue a senhora está deixando para trás. Ai a minha prefeita olhou para mim e disse, mas você pulou depois, você veio depois, eu falei como é que é? Ela disse, você veio depois, eu te conheci agora na campanha, aí eu tive que relatar para ela toda essa história que eu falei para vocês, a senhora, me conhece agora, mas eu te conheço desde os meus 17, 18 anos quando nós perdemos a política para Robério por trinta e poucos votos…então eu sai de lá chateado”, finaliza Eder, com desanimo, decepção e magoa.